Um casal, sentado em frente ao advogado.
- Que triste, tantos anos de união, o senhor com 89 anos e a senhora com 81 agora resolvem se separar. Me expliquem o motivo e, quem sabe, poderemos resolver esse problema e a felicidade volte a reinar.
- Ele tem somente uma ereção por ano...
- ...e ela quer que eu desperdice com ela.
Tirado deste senhor
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
ser ou não ser português
Cinco anos de prisão é a pena em que incorre o homem de 40 anos que, cerca das três horas de madrugada de sexta-feira, abandonou os dois filhos gémeos de 11 anos na berma da estrada nacional 125, junta à rotunda de acesso à Fonte Matosa, no concelho de Silves.diário de notícias.
Então e os Mccann ????
Fica tudo em águas de bacalhau ??
A menina desapareceu , o outro diz que está morta , e nada ??
Cada vez gosto menos de cá andar ...
Então e os Mccann ????
Fica tudo em águas de bacalhau ??
A menina desapareceu , o outro diz que está morta , e nada ??
Cada vez gosto menos de cá andar ...
sábado, 19 de julho de 2008
Aniversário ...
Será que se continua a evocar a data de nascimento
de uma pessoa já falecida ?
Ou será que a data que nos marca agora será a do seu falecimento ?
Para mim as datas não têm assim tanta importância .
Tem sim o percurso de vida e a marca que deixaram neste mundo.
Eu , pela minha parte , fui marcado a fogo ; não sai nem esquece .
A propósito , a concentração de Faro é hoje.
de uma pessoa já falecida ?
Ou será que a data que nos marca agora será a do seu falecimento ?
Para mim as datas não têm assim tanta importância .
Tem sim o percurso de vida e a marca que deixaram neste mundo.
Eu , pela minha parte , fui marcado a fogo ; não sai nem esquece .
A propósito , a concentração de Faro é hoje.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Debaixo de fogo
Já repararam que depois de tanta contestação
o barril de petróleo já subiu , já baixou , e
os preços não foram alterados?
Será que a GALP anda distraída ?
o barril de petróleo já subiu , já baixou , e
os preços não foram alterados?
Será que a GALP anda distraída ?
sábado, 28 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
4 meses
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Eu não vou ?

Recebi esta imagem por email .Até posso não ir , mas , não vejo grande alcance desta medida . É que para não ir nesses dias tenho que ir ou antes ou depois . Louvo é a medida de contestação que tarda em endurecer . Pena que sejamos os tais que fizemos uma revolução com cravos enfiados nos canos das G3. A greve dos pescadores , à qual eu me associo com prazer , peca por solitária , uma vez que os transportadores lhes deviam fazer companhia .
quarta-feira, 28 de maio de 2008
As facas da ASAE
Via sorumbático
Por Alice Vieira
NÃO HÁ NADA PIOR que um funcionariozinho, meu Deus!
Nada pior do que os pequeninos a quererem passar por grandes.
Os insignificantes a quererem aparentar importância.
Os que nunca na sua vida deram uma ordem, a pensarem que mandam no mundo inteiro.
Eu quero só contar uma história muito breve, e desculpem se mete outra vez a ASAE, que começa a parecer-se demasiado com o bombo das festas.
Mas não resisti.
Talvez porque desta vez nem sequer se trata de uma história que ouvi de outros, nem de uma qualquer das milhentas que todos os dias nos entopem o correio electrónico.
Desta vez é história em primeira mão.
Então é assim.
O meu amigo A. mora sozinho num casarão de uma quinta dos arredores de Lisboa. Ao pé da casa grande, a casa do caseiro, que lhe trata de tudo.
De vez em quando o A., que cozinha muito bem, reúne amigos para um jantar onde normalmente nada falta. Mas na semana passada, ou porque tivesse tido muito trabalho em Lisboa, ou por simples esquecimento, faltavam-lhe lá umas ervas que ele considerava essenciais para o cozinhado. Eu ainda lhe disse que prescindia bem delas, mas ele que não, estava em causa a sua fama de “chef” emérito, sem hortelã do ribeiro, ou lá o que era, é que o robalinho não passava.
Fomos então os dois bater à porta do caseiro, numa de “ó vizinho, dá-me salsa”, e quando o homem abre e nos faz entrar para a cozinha, os meus olhos fixam-se gulosamente num conjunto monumental de facas como há muito não via.
Facas para cortar carne, para trinchar aves, para arranjar peixe, para cortar legumes, facas grandes, médias, pequenas, com serrilha, sem serrilha, facas daquele aço alemão muito conhecido – todas dispostas numa flanela, tal como manda o figurino.
Coisa linda de se ver.
E carérrima, evidentemente.
Não me babei de inveja (pensando sobretudo nas minhas facas que nunca cortam nada a não ser os meus dedos…) mas quase.
O A. também estava fascinado e não se conteve:
- Ó homem, isto é que é coisa boa! Saiu-lhe a sorte grande ou foi alguma herança da sua mãe?
O rapaz sacudiu a cabeça e deu uma gargalhada.
- Nada de herança, afirmou. Sorte, talvez.
Porque na véspera tinha ido jantar ao restaurante em frente e o dono, seu amigo de infância, estava perfeitamente inconsolável: o fiscal da ASAE tinha-lhe entrado portas adentro e logo ali mandara deitar fora (inutilizar, quer dizer, não voltar a usar) todo aquele conjunto de facas, que ele trouxera há tempos da Alemanha, e era o seu orgulho.
Tudo porque… tinham cabos de madeira, e como ele já devia saber, não se podia utilizar madeira nos utensílios com que se manipulavam os alimentos.
- Se as quiseres, leva-as, que não me servem para nada — disse-lhe o amigo, e ele claro nem pensou duas vezes.
No fim da história ficámos ali os três, com ar de parvos, a olhar para as facas, sem saber o que dizer.
Cabos de madeira!
É evidente que não foi o Sr. Nunes que fez a apreensão. É evidente que isto é um fiscalzinho a adaptar a lei a seu modo, e a aproveitar-se daqueles segundos em que se sente dono do mundo, porque dá uma ordem e todos têm de lhe obedecer.
Mas são os fiscaizinhos que, cada vez mais, mandam em nós.
«JN» de 25 Mai 08
Por Alice Vieira
NÃO HÁ NADA PIOR que um funcionariozinho, meu Deus!
Nada pior do que os pequeninos a quererem passar por grandes.
Os insignificantes a quererem aparentar importância.
Os que nunca na sua vida deram uma ordem, a pensarem que mandam no mundo inteiro.
Eu quero só contar uma história muito breve, e desculpem se mete outra vez a ASAE, que começa a parecer-se demasiado com o bombo das festas.
Mas não resisti.
Talvez porque desta vez nem sequer se trata de uma história que ouvi de outros, nem de uma qualquer das milhentas que todos os dias nos entopem o correio electrónico.
Desta vez é história em primeira mão.
Então é assim.
O meu amigo A. mora sozinho num casarão de uma quinta dos arredores de Lisboa. Ao pé da casa grande, a casa do caseiro, que lhe trata de tudo.
De vez em quando o A., que cozinha muito bem, reúne amigos para um jantar onde normalmente nada falta. Mas na semana passada, ou porque tivesse tido muito trabalho em Lisboa, ou por simples esquecimento, faltavam-lhe lá umas ervas que ele considerava essenciais para o cozinhado. Eu ainda lhe disse que prescindia bem delas, mas ele que não, estava em causa a sua fama de “chef” emérito, sem hortelã do ribeiro, ou lá o que era, é que o robalinho não passava.
Fomos então os dois bater à porta do caseiro, numa de “ó vizinho, dá-me salsa”, e quando o homem abre e nos faz entrar para a cozinha, os meus olhos fixam-se gulosamente num conjunto monumental de facas como há muito não via.
Facas para cortar carne, para trinchar aves, para arranjar peixe, para cortar legumes, facas grandes, médias, pequenas, com serrilha, sem serrilha, facas daquele aço alemão muito conhecido – todas dispostas numa flanela, tal como manda o figurino.
Coisa linda de se ver.
E carérrima, evidentemente.
Não me babei de inveja (pensando sobretudo nas minhas facas que nunca cortam nada a não ser os meus dedos…) mas quase.
O A. também estava fascinado e não se conteve:
- Ó homem, isto é que é coisa boa! Saiu-lhe a sorte grande ou foi alguma herança da sua mãe?
O rapaz sacudiu a cabeça e deu uma gargalhada.
- Nada de herança, afirmou. Sorte, talvez.
Porque na véspera tinha ido jantar ao restaurante em frente e o dono, seu amigo de infância, estava perfeitamente inconsolável: o fiscal da ASAE tinha-lhe entrado portas adentro e logo ali mandara deitar fora (inutilizar, quer dizer, não voltar a usar) todo aquele conjunto de facas, que ele trouxera há tempos da Alemanha, e era o seu orgulho.
Tudo porque… tinham cabos de madeira, e como ele já devia saber, não se podia utilizar madeira nos utensílios com que se manipulavam os alimentos.
- Se as quiseres, leva-as, que não me servem para nada — disse-lhe o amigo, e ele claro nem pensou duas vezes.
No fim da história ficámos ali os três, com ar de parvos, a olhar para as facas, sem saber o que dizer.
Cabos de madeira!
É evidente que não foi o Sr. Nunes que fez a apreensão. É evidente que isto é um fiscalzinho a adaptar a lei a seu modo, e a aproveitar-se daqueles segundos em que se sente dono do mundo, porque dá uma ordem e todos têm de lhe obedecer.
Mas são os fiscaizinhos que, cada vez mais, mandam em nós.
«JN» de 25 Mai 08
quarta-feira, 21 de maio de 2008
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